junho 24, 2005
ESTE POST FOI CENSURADOMais um golpe contra a democracia.
besuntado por Vitor Dornelles 16:16
junho 22, 2005
ÁPICE DA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRADepois de assistir ao jogo medíocre do Brasil contra o Japão, deixei a TV ligada na Globo. Começa Malhação e ouço Nuno Leal Maia, com um sotaque bizarro e um DVD na mão, fazendo um discurso para os alunos do tal colégio onde hoje em dia se passa a trama. — Descobri que alguém está vendendo DVDs piratas no colégio! E não sei se vocês sabem, mas pirataria é CRIME!, berrava, revoltado. Nuno Leal Maia vai embora e aparece um gordão, que pergunta para um pequeno grupo de alunos: — Pô, gente, será que tem mesmo alguém envolvido com pirataria aqui no colégio? — Não sei, mas é muito ruim para os músicos, eles perdem todos os direitos autorais!, responde um garoto. — E quem faz pirataria pode se ferrar feio!, completa uma outra menina. Malhação só não é o programa mais engraçado da TV mundial de todos os tempos porque um dia produziram Carrossel 2.
besuntado por Vitor Dornelles 17:43
junho 20, 2005
COMO ANUNCIAR SEU CURSONunca tinha recebido este spam: A Genuine College Degree in 2 weeks!Have you ever thought that the only thing stopping you from a great job and better pay was a few letters behind your name? Well, now you can get them!BA. BSc. MA. MSc. MBA. PhD.Within 2 Weeks! No study required! 100% verifiable!Ha! No study required. Podia ser o slogan oficial das faculdades de jornalismo.
besuntado por Vitor Dornelles 20:10
SUPERMANFinalmente assisti a Iron Giant. Serviu para confirmar o que eu já sabia: Brad Bird é gênio. O filme é lindo, tanto visual quanto roteiristicamente. Se você nunca viu, pegue logo na sua locadora (se ela for boa), ou baixe em algum P2P decente (mas certifique-se de que é a versão em inglês; eu, distraidamente, antes de assistir ao filme na TV, baixei no eMule uma versão dublada em hebraico!). Vale qualquer esforço. E minha namorada estava certa: a voz do robô é (e provavelmente será por todo o sempre) a melhor atuação da carreira do Vin Diesel.
besuntado por Vitor Dornelles 15:44
junho 17, 2005
O FILHO DO JUIZO rapaz com penico na cabeça é o meu pai, num dos primeiros dias de trote na faculdade, aqui flagrado em plena Rua da Praia, no centro de Porto Alegre, fazendo um discurso sobre a importância do casco de tartaruga e do papel higiênico na sociedade brasileira. Meu pai tem tantas histórias bizarras que eu poderia facilmente escrever um livro sobre ele - o título deste post, aliás, é até um possível nome para a obra. O engraçado é que, conhecendo meu pai de vista, ninguém desconfia. Parece só um senhor sisudo e respeitável. Tudo isso para dizer que hoje é aniversário dele. Parabéns, barbudão!
besuntado por Vitor Dornelles 22:03
CENTRO ACADÊMICO"No começo dos anos 30, por causa da depressão", Gould continuou, "muita gente do Village passou a se interessar pelo marxismo e se tornou radical. De repente, a maioria dos poetas daqui viraram poetas do proletariado, e a maioria dos romancistas viraram romancistas do proletariado, e a maioria dos pintores viraram pintores do proletariado. Conheço uma mulher que é casada com um médico rico, coleciona obras de arte e tem uma filha que dança balé, e um dia a encontrei por acaso, e ela me informou, com muito orgulho, que agora sua filha era uma bailarina do proletariado. O problema é que, quanto mais radicais, mais sabichonas essas pessoas se tornavam. E mais cheias de empáfia. Sentavam-se nos mesmos lugares do Village que freqüentavam quando eram apenas boêmios comuns e falavam tanto quanto antes, só que agora não falavam sobre arte, sexo ou bebida, e sim sobre a revolução eminente e o materialismo dialético e a ditadura do proletariado e o que Lenin quis dizer com isso e o que Trotski quis dizer com aquilo, e agiam como se alguma de suas conclusões a respeito desses assuntos pudesse ter um grande efeito sobre o futuro do mundo inteiro. Em outras palavras, perderam completamente o senso de humor."(Joe Gould, o mendigão sábio, em trecho da famosa reportagem O segredo de Joe Gould, do igualmente famoso jornalista americano Joseph Mitchell, publicada em 1964.)
besuntado por Vitor Dornelles 14:07
SUSPENSE OU PREGUIÇA?Não importa. O que importa é que, sim, as "ninfetas virgens amadoras" foram salvas! Crict, crict. (Ou algo parecido, não sei qual é a onomatopéia para barulho de grilo). Sim, sim! Das 17 pessoas que votaram, seis (35%) disseram que baixam os arquivos regularmente. Já cinco (29%) declararam baixar só quando algo interessa, três (18%) foram honestas o suficiente para dizer que nunca baixaram nada e outras três (18%) só chegaram agora - ou têm déficit de atenção - e simplesmente não sabem o que são "ninfetas virgens amadoras". Ah, e aparentemente ninguém (0%) me odeia. Pois bem, as "ninfetas" voltarão em breve. Confesso, porém, que fiquei na dúvida se estes seis que votaram em "regularmente" não estariam envolvidos em um complô para me obrigar a gastar dinheiro mensalmente, mas achei que era muito pretensioso da minha parte imaginar que alguém perderia tempo conspirando contra a minha inofensiva pessoa. E antes que eu me esqueça, aqui está o post que deu origem às "ninfetas virgens amadoras". É a sua última chance de entender do que diabos eu estou falando.
besuntado por Vitor Dornelles 01:01
STEVE ZISSOUMelhor filme do Wes Anderson.
besuntado por Vitor Dornelles 00:57
junho 14, 2005
PALAVRA DE HONRAO blog NÃO está em recesso. Juro. **** Quanto ao veredicto sobre a morte ou não das "ninfetas virgens amadoras", resolvi me inspirar no julgamento do Michael Jackson e criar um pouco de suspense antes da divulgação. Mas daqui a pouco sai. Sério.
besuntado por Vitor Dornelles 14:36
junho 07, 2005
UMA IDÉIA PATÉTICA PARALEVANTAR SUA AUTO-ESTIMAFinja-se de gringo e matricule-se num curso de português para estrangeiros, só para ser o melhor da turma.
besuntado por Vitor Dornelles 22:32
junho 06, 2005
ANTIGRAVIDADEEra um congresso científico, ou coisa parecida, e havia um prêmio, provavelmente em dinheiro, para a descoberta do ano. O ganhador foi um sujeito careca, que se recusava a receber a recompensa. "Não posso receber um prêmio por essa descoberta!", ele dizia. "Ela está errada! Já fiz correções e enviei um artigo para o congresso da Europa." Por algum motivo, ele falava essas coisas para mim, enquanto esperavam que subisse ao palco. "Não vou subir! Brasileiro é foda. Não perceberam que o artigo estava errado e ainda querem me dar um prêmio por causa dele!", resmungava. Sem que eu tivesse perguntado nada, começou a me explicar como havia descoberto uma maneira de anular a gravidade. "Primeiro você joga no teto uma bola de plástico, do tamanho de uma de tênis, junto com um rolo de papel higiênico. Mas tem que tomar cuidado. O rolo deve estar molhado em cima, para grudar no teto, e o papel que sobra tem que chegar até o chão. Se você conseguir, a bola não cai. Mas o efeito só dura alguns segundos. Para anular totalmente a gravidade, descobri que tinha que segurar uma panela aberta, num ângulo de 45 graus, na direção do rolo e da bola. Assim, consegui impedir que a bola caísse." Perguntei, então, qual era o erro, já que ele havia conseguido manter a bola no teto. Não me respondeu. Virou-se e começou a contar a mesma história para outra pessoa ao seu lado. Meus sonhos estão cada vez mais estranhos.
besuntado por Vitor Dornelles 22:31
junho 04, 2005
FACILITANDO O PROCESSOJá deu para perceber que esse negócio de esperar as pessoas se manifestarem na caixa de comentários a respeito da morte ou não das "ninfetas virgens amadoras" não está dando muito certo. Portanto, botei na coluna da direita uma enquete anônima para os preguiçosos e/ou tímidos. Semana que vem eu dou o veredicto.
besuntado por Vitor Dornelles 15:04
junho 02, 2005
O DOWNLOAD DA SEMANA É...Nenhum. A verdade é que estou pensando em acabar com os downloads na futura reforma do blog. Não vejo muito retorno em disponibilizar os arquivos, sem contar o que eu gasto mensalmente para mantê-los (uma merreca, mas ainda assim é dinheiro que eu poderia usar para coisas mais produtivas, como tomar um sorvete). Porém, antes de eliminar de vez as "ninfetas virgens amadoras", faço uma enquete informal: Quem aí baixa regularmente os arquivos? Alguém vai sentir falta dos downloads? Podem responder nos comentários mesmo. Dependendo da quantidade de gente que se manifestar, talvez as ninfetas sobrevivam.
besuntado por Vitor Dornelles 20:55
EU CULPO A GWYNETH PALTROWFinalmente vazou o disco novo do Coldplay, o assim chamado X and Y. Depois de muitos arquivos falsos pululando no eMule, consegui pegar anteontem no bom e velho. Desde que virou moda os discos vazarem antes do lançamento oficial, não me lembro de nenhum ter demorado tanto quanto esse do Coldplay. Para vocês terem uma idéia, segunda-feira agora ele já vai estar nas lojas. Mas o que importa é que vazou. E o resultado, pelo menos nas primeiras audições, é decepcionante. O disco anterior, A Rush of Blood to the Head, já era bem mais ou menos. Não tinha muita esperança de que o novo fosse ser melhor, até aparecer a primeira música avulsa nos P2P da vida: "Talk". Baseada no riff de "Computer Love", do Kraftwerk, é simplesmente a melhor música deles desde "Shiver", do disco de estréia. A qualidade de "Talk" fez com que eu criasse uma certa expectativa em relação ao X and Y. Tudo em vão, claro. A começar pela versão de "Talk" incluída no disco. Sim, porque a "Talk" que circulava por aí antes não é a mesma que entrou em X and Y. Nota-se a diferença já na duração das faixas. A primeira tem 4min40, e a nova 5min11. Apesar do riff de "Computer Love" continuar lá, magistral, a nova "Talk" parece apenas uma canção mal-resolvida, ao contrário da primeira, que é vigorosa, empolgante até. O andamento é diferente (pra pior), a letra é diferente (também pra pior). Não sei por que eles fizeram isso, mas foi um grande erro. O resto do disco segue a tendência "mais ou menos" do A Rush of Blood.... Com ênfase maior no "menos" do que no "mais", eu diria. Todas as 13 faixas são longas (3min59, a menor) e, com poucas exceções, chatas. Talvez porque sejam muito parecidas entre si. A primeira metade do disco é ligeiramente superior à segunda, o que na prática não quer dizer muita coisa. "White Shadows" e a faixa-título, incluídas justamente no "lado A", são até legaizinhas, mas deixam a sensação de que são cópia de alguma outra música melhor não-identificada. O pior é que, no fim das contas, a versão piorada de "Talk" consegue ser a melhor coisa do disco. Ah, se não fossem aqueles alemães... **** Em compensação, o novo visual do site deles ficou bacana.
besuntado por Vitor Dornelles 20:04
|